terça-feira, 8 de abril de 2014

Poema que jaz nas entranhas dos pais...

Teria sido tão bom o que íamos fazer
tão cheio de vida!
da nossa própria vida que ainda nos resta,
que nossos filhos nos amariam mesmo assim,
mesmo apesar de não termos conseguido
da primeira vez
ainda que tenhamos tentado,
e compreenderiam nossa serena alegria
e diriam que foi bom não termos desistido
de nossa ingenua alegria,
de nosso desejo de tocar
a fugaz felicidade que pensávamos
para sempre perdida...
teria sido....
 
Vera Alvarenga: foto e poema

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ficamos juntas agora, para o que der e vier!

Ah, quantas vezes estive junto comigo mesma, com minha paixão e minha vida, naquele ato de exorcismo que é o escrever ( como diz um amigo do Porto, em um de seus escritos). E nos olhamos, e nos afastamos para nos ver melhor, e nos reaproximamos finalmente com um tanto de cuidado e carinho uma pela outra, eu e minhas outras, e aprendendo a nos amar como mais facilmente foi amar ao próximo, e por fim juntamente com o tempo desta maturidade, vim finalmente a saber o que é realmente esta compassividade que eu sentia pelo mundo e também me abracei. Por incrível que pareça, neste abraço compreendi que conseguindo ter compaixão também por mim,tenho ainda mais compreensão para com o outro.
...E assim, não digo o que idealmente se esperaria - que saio do encontro comigo mais inteira ou mais sábia - mas afirmo-lhe que saio comigo nos braços ( com aquela parte mais frágil de mim) para entregá-la a outros braços em quem confio mais que todos, e saio com todas as que sou, todas caminhando junto comigo, lado a lado, e não deixarei jamais uma de nós, ou parte de mim novamente para trás. Ficamos juntas agora para o que der e vier!

Texto e foto: Vera Alvarenga
Inspirada no texto de Melga do Porto - http://imagensepalavrasfz.blogspot.com.br/2014/03/digo-sempreque-escrever-e-um-acto-de.html#comment-form 

sexta-feira, 7 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

Estrela do mar...


Ah! se ele soubesse, quantas vezes
depois da primeira vez,
evitei a visão daquele encontro!
..do abraço que teria sido despedida
e tornou-se laço, e do beijo
que era para ser por ele roubado,
mas foi testemunha de um desejo
que teria ficado escondido
se não fosse um desejo antigo
que ambos guardávamos em segredo,
se não fosse ardente e em seu calor
não nos tivéssemos dissolvido...
Como era difícil não lembrar de um sonho
depois da primeira vez que se tem coragem
e a ousadia de o sonhar!
Se ele soubesse como me quis pequena,
e bela a seus olhos, e amada,
para deitar em seus braços, serena,
depois de fazermos amor....
Quantas vezes temi fechar os olhos e sonhar
antes de abrir meu peito e expor o coração
e me banhar nas águas salgadas do oceano,
e sangrar até o sol ficar vermelho,
e chorar até a lua branquear a areia,
e então,sair de novo, cabelos brancos de sal,
e no peito, pulsando, apenas uma estrela do mar...

foto e poema: Vera Alvarenga

domingo, 2 de março de 2014

Quando aquele anjo me vinha....




Havia um anjo em minha vida,
que mesmo de asas partidas
quando vinha pelas manhãs
me visitar, me fazia sorrir e
eu me sentia mais capaz de amar,
e o sol aquecia minh´alma.
E à noite, quando me deitava,
após ter caminhado pelo dia
corajosa e decididamente,
ainda que sem encontrar
tudo aquilo que me movia
antes da tempestade desabar,
mesmo assim, no meu silêncio
em secreta e doce rendição,
fechava os olhos e me deitava
com ele, e o amava naquela hora,
sem medo, sem qualquer restrição.
A sensação de perda ia embora!
O amor de novo me habitava...
Então, em seus braços, dormia,
e a calma embalava o coração...

Foto/poesia: Vera Alvarenga.
Vídeo Sarah Mclachlan


Sarah McLachlan - Answer (legendado)



sábado, 1 de março de 2014

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